terça-feira, 17 de novembro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Contos de Lua no Chão em Campinas!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Últimos passos


Últimos dias de montagem. E o nosso pequeno grupo, correndo para dar conta do trabalho pressentido... Cinco. Apenas cinco. No mais pleno processo de auto-gestão. De escrever projetos, a gerenciar o dinheiro, a comprar todos os objetos cênicos, a pregar pregos de estruturas, a conquistar autorizações, a contratar a equipe... Sem dormir. Às vezes sem comer. Faz pensar um tanto. Dolorido isso tudo. De dar vontade de poder ter mais calma. Mais tranquilidade... ao mesmo tempo essa sensação explícita de ser tudo profundamente nosso. Do que decidimos dar conta... o que de fato importa? Insano isso de correr contra o tempo para conseguir instaurar a fantasia, ou a tribuna... coisas em si "inúteis", porque de fato não tem qualquer função utilitária... sem nenhuma necessidade óbvia de serem feitas, para além do fato de que decidimos fazê-las e de que pressentimos que, de alguma forma, o que provocam é benéfico. Eis... amanhã... em cena... o resultado de um imenso trabalho... de cinco pessoas que decidiram fazer da arte invadindo as ruas a sua vida.

Romaria de anti-heróis

E eis que cria-se um corpo pra peça. Os três contos de Mia Couto se transformaram na trajetória patética de figuras em desajuste com a realidade. Um ciclo ao redor da igreja. Do bar, ao parque de crianças... Aquele pequeno Largo que abriga pequenas tragédias. E na peça, essas pequenas tragédias expostas em ciclos. Busca progressiva de vida. Os últimos meses de trabalho nos trouxeram o vendedor de pássaros... vendedor de sonhos... expulsado por ser estranho, avesso ao real... Trabalhando com André Carreira, conseguimos melhor enxergar aquele espaço, para que, junto com ele, conseguíssemos compor um ciclo... uma condução na qual aquele lugar fizesse parte de tudo, na qual conseguíssemos por a lua no chão.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Depoimento...
Depoimento de Andrea Krohn, aluna da oficina.


Comecei a procurar aquele espaço através da memória, através do eco de algo. as minhas memorias-sons estão em anexo, vejam se conseguem abrir... primeira tentativa de aproximação com o espaço, em casa, dez horas antes da oficina, debaixo dos lençois, escuro de olhos fechados.
A primeira coisa é pedir licença. licença de estar aqui, viver aqui um tempo. cumprimentar os cantos e os esquecimentos.
ao caminhar, quantas coisas voltam. parece uma onda que vai te engolir.
seguidos dias, metamorfosendo-se em pantera.
experienciar o espaço de olhos vendados, guia. cuida de mim. cuida de mim que não sei para onde vou.
depois, a pantera debaixo do viaduto, e denovo estar sem ver.
matar. correr. meu corpo ninguém toca. ninguém pega.
medo. onibus passando. oprimido o céu pelo concreto fétido.
será que eu confio mesmo nessas pessoas?
depois, ficar sozinha, só o som.
cadê a pantera? cadê aquela força que arrebenta quem te passa o caminho?
para dentro de si, oprimida pela convulsão de informações.
a recente lembrança do assalto, o homem pousando a mão nos meus ombros.
voar para longe, a possibilidade de um pássaro.
será que o conto não se passa ali mesmo debaixo do minhocão?
as vezes não há fronteiras, as histórias vão se somando. A Africa, Sta Cecilia.
As pessoas que passam a viver uma rotina, mesmo que temporária.
lá vem denovo a menina e o giz...
Zona Autista Temporária?
Falar com quem passa ali.
Até que ponto nós somos os passarinheiros? até que ponto não somos as crianças, os colonos?
Andar pelo minhocão vendada "Sequestrada" Até que ponto eu deixo me levar? Limites e preconceitos/conceitos.
a mulher parando para ver... o homem que veio perguntar... o Fuganti pra destruir.
Ah! chega. um monte de imagens... tenho que fotografar.

Comecei a procurar aquele espaço através da memória, através do eco de algo. as minhas memorias-sons estão em anexo, vejam se conseguem abrir... primeira tentativa de aproximação com o espaço, em casa, dez horas antes da oficina, debaixo dos lençois, escuro de olhos fechados.
A primeira coisa é pedir licença. licença de estar aqui, viver aqui um tempo. cumprimentar os cantos e os esquecimentos.
ao caminhar, quantas coisas voltam. parece uma onda que vai te engolir.
seguidos dias, metamorfosendo-se em pantera.
experienciar o espaço de olhos vendados, guia. cuida de mim. cuida de mim que não sei para onde vou.
depois, a pantera debaixo do viaduto, e denovo estar sem ver.
matar. correr. meu corpo ninguém toca. ninguém pega.
medo. onibus passando. oprimido o céu pelo concreto fétido.
será que eu confio mesmo nessas pessoas?
depois, ficar sozinha, só o som.
cadê a pantera? cadê aquela força que arrebenta quem te passa o caminho?
para dentro de si, oprimida pela convulsão de informações.
a recente lembrança do assalto, o homem pousando a mão nos meus ombros.
voar para longe, a possibilidade de um pássaro.
será que o conto não se passa ali mesmo debaixo do minhocão?
as vezes não há fronteiras, as histórias vão se somando. A Africa, Sta Cecilia.
As pessoas que passam a viver uma rotina, mesmo que temporária.
lá vem denovo a menina e o giz...
Zona Autista Temporária?
Falar com quem passa ali.
Até que ponto nós somos os passarinheiros? até que ponto não somos as crianças, os colonos?
Andar pelo minhocão vendada "Sequestrada" Até que ponto eu deixo me levar? Limites e preconceitos/conceitos.
a mulher parando para ver... o homem que veio perguntar... o Fuganti pra destruir.
Ah! chega. um monte de imagens... tenho que fotografar.
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